quarta-feira, 18 de junho de 2008

Os olhos dirão

Não aparento o que sou.
A timidez embaça a visão.
Não sou o que aparento.
A emoção confunde o olhar.
Quem sou?
Depende de quem deseja ver.

2 comentários:

Olga disse...

Repito o que disse na aula! Gostei muito! Seus versos existem como axiomas independentes uns dos outros, fortes e compondo um conjunto de sabedoria antiga, porque, como lhe disse, lembrei-me do que minha mãe fala: "o mundo é da cor do cristal por onde se olha". Sucinta, clara e tão real: só nos vê bem aquele que com bons olhos nos olhar. A folhinha em que você escreveu seu poema tem algo de tão grande dentro dela que fica difícil racionalizar em palavras. Só vou dizer que me vi, vi minhas crenças e meus amores em seus versos. Obrigada!

Anônimo disse...

O poema espertamente deixa para os olhos do observador a resposta à pergunta: "Quem sou eu?" O mesmo parecem estar fazendo os olhos de Yasmin, Gigi e Brigitte...