Abruptamente fez a proposta.
Quase todas as vozes da sala se levantaram ao mesmo tempo. Apenas uma permaneceu calada. Sereno, o autor da idéia aguardou os ânimos baixarem e sentenciou:
- A verdade é que todos vocês gostam das rosas mas não querem saber de lidar com os espinhos!
E com um longo suspiro deixou o recinto sem mais nada dizer.
Na manhã seguinte, a angústia tomara conta de sua alma. Checou mais uma vez seu destino no zodíaco.
– Está escrito nas estrelas. Nada mais posso fazer mas tenho tanto por fazer, refletiu.
Seu coração batia forte, intenso, ritmado. Seus pensamentos são interrompidos pelo som de um estampido, atípico, desconhecido, sem registro em sua memória auditiva. Passou. De volta ao silêncio, tenta retomar seus pensamentos mas o frio envolve seu corpo, a fraqueza e o vazio, dominam sua mente. O tiro acertara em cheio seu coração.
O Jogo das Doze Palavras – texto criado para a Oficina de Inverno do curso de Formação de Escritores.
domingo, 13 de julho de 2008
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5 comentários:
Ah, os espinhos das rosas! Como nos fazem sofrer.
Dizem que as rosas indianas não têm espinhos, será verdade?
Patrícia, que bom este texto criado por vc, e ainda acrescento a observação feita em sala de aula quanto a evolução dos mesmos.
Tenho tido pouco tempo para criar e para visitar as páginas do curso, mas, fica aqui o meu registro da admiração pelo seu trabalho. Isto dito e escrito por mim, um simples escritor sem muita leitura dos ícones e nem vasto conhecimento dos caminhos da literatura. Registro apenas o que me vem ao espírito.
Abraços meus
Sadyh
Oi Patrícia!!!Muito bom conto!!!Parabéns por ter coragem de trilhar o ardúo caminho das palavras!!!
Você lidou bem com as palavras neste exercício, Patricia. Saudade de você. Apareça!
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